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Sol e mar: cuidado com a desidratação

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Durante um passeio náutico, em meio a tanta água, a recomendação para consumir líquido pode até parecer estranha. Mas este descuido pode acontecer e causar um grande mal estar. O objetivo da advertência é evitar a desidratação que geralmente não é percebida por causa dos ventos no mar. Portanto, convém saber o que fazer para combater e tratar o problema.

Ao mar, a desidratação pode ser ocasionada por diversos fatores. De acordo com Maria Adelaide dos Santos, nutricionista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), no Rio de Janeiro, a perda de água pode ocorrer através do suor, urina e transpiração. “Além disso, há a exposição a temperaturas elevadas, que pode causar alguma alteração no metabolismo, e a tendência de enjoar a bordo e vomitar”, completa a nutricionista, acrescentando que o problema não se configura como uma doença. “A desidratação é um desequilíbrio momentâneo causado pela perda de líquido e sais minerais. Quando agravada, pode resultar em óbito”, explica.

Muito, muito líquido!

A subchefe do Serviço de Dermatologia do HUCFF, Sueli Carneiro, recomenda quais bebidas devem ser consumidas para combater a desidratação. “Ingira água potável em suas mais variadas apresentações: chás, sucos naturais, refrescos, leite, frutas e bebidas isotônicas. A água de coco e o soro caseiro (feito com um litro de água, uma colher de sopa de açúcar e uma de chá de sal) também são bons hidratantes porque repõem os sais minerais”, afirma.

Sueli ressalta que nem todos os líquidos agem a favor do corpo. “A água do mar, por ter grande concentração de sal, causa desidratação. As bebidas alcoólicas e energéticas, em razão do álcool, também possuem este efeito contrário. O refrigerante não está proibido, mas não é muito indicado por causa do gás”, esclarece.

Os sinais de alerta do corpo

A dermatologista ensina como observar os indícios de desidratação. Segundo ela, os principais sinais são: boca ressecada, pele secas e sem elasticidade, redução do volume urinário, olhos fundos, dor de cabeça, fraqueza e tonteira. “A pessoa também sente muita sede”, acrescenta.

Também é importante ficar atento com problemas como vômitos e diarréias, quando o organismo perde água rapidamente. “Estes dois sintomas podem surgir porque algumas pessoas são mais sensíveis à mudança ambiental em alto-mar ou por causa da ingestão de determinados alimentos”, ilustra a nutricionista Maria Adelaide.

Lembre-se!

As peças do vestuário também fazem a diferença na hora de evitar a desidratação em alto-mar. O calor em excesso não faz bem. Portanto, procure usar roupas leves, confortáveis e secas, além de chapéus e protetor solar. Sempre que houver exposição prolongada ao calor (e não apenas ao sol), todos a bordo devem se refrescar. Quem não quiser mergulhar pode jogar um balde de água sobre o corpo. Assim, evita-se a insolação, ou seja, o acúmulo de calor no organismo, que também desidrata.

Fonte: Dicas Auto/RE

 

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