Marina Boat

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Lixo no lugar certo

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A questão do cuidado ambiental é muito discutida nos tempos atuais e em um passeio de barco não deve ser diferente: é importante dar destino correto ao lixo gerado. “O setor náutico deve dar o exemplo e ajudar nas iniciativas ambientais”, afirma o professor da disciplina de manejo e conservação de ecologia marinha, e coordenador do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), Alexandre Turra.

“Ao realizar um passeio ou uma viagem, o ideal é que a embarcação tenha coletores para juntar os resíduos a bordo, assim como um sistema de esgoto apropriado para evitar a poluição marina”, orienta o especialista.

O lixo pode ser reaproveitado, por isso deve ser separado de acordo com o tipo de material, como orgânico, vidro, plástico, papel e resíduos radioativos, que só devem ser descartados em terra. A resolução nº 275do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), regula a reciclagem de resíduos sólidos identificando os tipos de materiais e citando os resíduos perigosos, resíduos da saúde, resíduos radioativos e resíduos que não podem ser separados.

Meio ambiente

Uma vez no ambiente marinho, o lixo pode causar doenças e até a morte dos animais, bem como penetrar na cadeia alimentar, vindo a envenenar o próprio ser humano. Segundo o Projeto Tamar do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), é comum a ocorrência de tartarugas mortas por asfixia ao ingerirem sacos plásticos, que são confundidos com itens de sua cadeia alimentar, como águas-vivas ou algas. “Resíduos de plástico são os que mais geram problemas, pois levam décadas para se degradar”, afirma Turra.

De acordo com ele, além de ser considerado crime, objetos soltos são um risco para a segurança do barco. “As embarcações podem sofrer pane, pois o lixo entra no sistema de refrigeração e causa um colapso no motor”, explica o especialista.

Veja o tempo que leva um produto para desaparecer completamente das águas dos oceanos:
• Luvas de algodão – cinco meses
• Jornal – seis meses
• Fralda descartável – 450 anos
• Linha de nylon – 650 anos
• Boia de isopor – 80 anos
• Garrafa plástica – 450 anos
• Vidro – tempo indeterminado
• Lixo radioativo – 250.000 anos
• Lata de alumínio – 200 anos
• Caixa de papelão – dois meses
• Pedaço de madeira pintada – 13 anos

Fonte: Projeto Tamar

 

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