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Limpeza do casco é fundamental

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Embarcações de todos os tamanhos, que navegam no mar ou na água doce, necessitam de cuidados comuns. Entre eles está a atenção ao casco. Sujeira, limo e “hóspedes indesejados”, como as cracas, podem prejudicar o desempenho, aumentar o consumo e até causar danos mais graves. Por isso, é preciso fazer manutenção periódica.
Algumas medidas podem evitar a proliferação de cracas e crosta. O mestre navegador Almerindo Brás Cardoso afirma que a principal delas é o uso de tinta anti-incrustante. Também chamada de “tinta venenosa”, ela tem componentes nocivos aos crustáceos. Embora não evitem a fixação, são eficientes para combater a proliferação das colônias.

Repintar para garantir

Em geral, a tinta tem durabilidade média de um ano. Entretanto, há fabricantes que prometem durabilidade maior, que pode chegar até dois anos. “O recomendável é fazer a repintura pelo menos uma vez por ano”, afirma Cardoso.

A aplicação deve ser feita de acordo com as instruções dos fabricantes, que recomendam o número mínimo de demãos, assim como os demais produtos que devem ser aplicados antes e depois da tinta. Seguindo as especificações, os navegadores estarão protegidos por um tempo considerável.

Cuidados na vaga seca

As tintas anti-incrustantes, entretanto, são recomendadas e úteis apenas para embarcações que permanecem na água. Barcos que permanecem em vagas secas não têm problemas com cracas, que precisam de tempo para reprodução e proliferação.

As embarcações que são guardadas fora da água, entretanto, podem sofrer com outro problema: manchas decorrentes da sujeira presente na água. Caso a pintura seja escura, o problema é minimizado. Em cascos de cores claras, pode ser necessária a limpeza com produtos químicos que removam as manchas.

Vistoriando debaixo d’água

Com 15 anos de experiência de navegação, Cardoso explica que, no caso de barcos de pequenas dimensões, como lanchas ou veleiros, os próprios navegadores, seus auxiliares ou prestadores de serviços terceirizados devem fazer mergulhos semanais para verificar o estado do casco. Caso seja percebida a presença de cracas, elas devem ser arrancadas com espátulas ou lixas.

“Se o casco estiver infestado por cracas, o barco perde velocidade, consume muito combustível, vibra demais. Por isso é importante limpar”, alerta o mestre. O limo, por sua vez, não necessita cuidados especiais: ele deixa o casco à medida que o barco navega. “É um problema que atinge mais barcos que ficam em água salobra, e a resolução é bem simples”, conclui Cardoso.

Fonte: Dicas Auto/RE

 

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